A alimentação adequada aumenta o sistema de defesa imulógico do organismo Tanto por excesso como por falta de calorias a alimentação influi na atividade imunológica. Calorias em excesso podem afetar a capacidade do sistema imunológico de combater infecções, motivo pelo qual a obesidade está relacionada a uma maior incidência de doenças infecciosas. Além disso, as pessoas obesas são mais propensas a desenvolver doenças do coração que, por sua vez, estão relacionadas com alterações da função imunológica. Mas também as pessoas desnutridas apresentam um maior risco de contrair infecções, ao igual que quem segue regimes de emagrecimento de menos de 1.200 calorias ao dia ou outros de maior número de calorias, porém desequilibrados, já que essas dietas podem fazer diminuir a função imunológica. A redução das gorduras na dieta é fundamental para controlar o peso, mas também é para o ótimo funcionamento do sistema imunológico. Parece ser que as dietas ricas em gordura reduzem a resposta imunológica, aumentando assim o risco de infecções. Portanto, ao se reduzir o conteúdo de gordura na dieta, a atividade imunológica aumenta. Mas não é só uma questão de quantidade, a procedência ou qualidade das gorduras que introduzimos em nossa alimentação no dia a dia também é importante. É conveniente incluir em nossa dieta peixes, frutos secos, azeite de oliva e girassol ou soja ou azeite de linho para assegurar um equilíbrio de diferentes gorduras essenciais para a saúde. Consumir regularmente produtos lácteos fermentados -como iogurte - contribui, do mesmo modo, a aumentar as defesas imunológicas. De fato, há estudos que demonstram que quem toma regularmente leites fermentados apresentam, além de uma maior resistência aos microorganismos que provocam as intoxicações alimentares, um melhor estado do sistema imunológico. Finalmente, a manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, terá que assegurar-se de seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes diretamente relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: a vitamina C contribui à manutenção das barreiras naturais contra as infecções, aumenta a produção de interferon (substância celular que impede a uma ampla gama de vírus provocar infecções), motivo pelo que a imunidade pode ser potencializada. Além disso, esta vitamina é necessária para formar colágeno, um componente essencial das membranas das células. A vitamina C pode ser encontradas em alimentos como o kiwi, mango, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Vitamina E: diversos estudos demonstraram que aumenta a resposta imunológica (administrou-se 200 mg/dia desta vitamina a pessoas que não seguiam uma alimentação sadia e com defesas baixas, e sua resposta imunológica melhorou notavelmente). Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva (principalmente, o virgem extra de primeira pressão em frio), vegetais de folha verde e frutos secos. Vitamina A: representa um papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego…). Outras vitaminas: são conhecidas alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez e acompanhada de uma diminuição de anticorpos (substâncias que lutam contra bactérias e produtos tóxicos ao organismo). O complexo vitamínico B aparece na maioria de alimentos de origem vegetal (legumes, fruta fresca, frutos secos, cereais, verduras) e nos de origem animal (carne e vísceras, pescado e frutos do mar, ovos e nos produtos lácteos). O ácido fólico se encontra em maior quantidade nas verduras de folha verde, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado, e a vitamina B12 abunda no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios. Também devemos considerar os Flavonoides, substâncias próprias de plantas (corantes) de ação antioxidante. Estão presentes em numerosos vegetais, alguns dos quais potencializam a ação da vitamina C, como por exemplo: verduras da família da couve, verdura de folha verde, frutas vermelhas e cítricas; o Ferro: cujo déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. O Zinco: sua carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e à resposta imunológica. O zinco o encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. O Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos frente a certos tóxicos e o desenvolvimento de linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. Recomendações para potencializar nossas defesas * Seguir uma dieta variada, baseada em alimentos frescos e ricos em vitaminas e minerais. * Estimular a circulação sangüínea e linfática e fortalecer o organismo, com banhos em temperatura alternada (frio / quente) * Dormir o suficiente número de horas para favorecer o correto funcionamento de nosso sistema de defesa. * Realizar de forma regular atividade física de intensidade moderada (caminhar a passo ligeiro, nadar, bicicleta, etc.). * Aprender a levar um ritmo de vida mais relaxado e a evitar o estresse, um dos principais inimigos de nosso sistema imune. Lembre sempre: Estresse prolongado, dietas inadequadas, mudanças bruscas de temperatura ou o descanso insuficiente provocam que nosso corpo fique ressentido e prejudique nosso sistema de defesa imunológico.
Dietas personalizadas e planejamento de cardápios para todas as idades Clínica Mais Saúde Av. Presidente Kennedy, 4.907 Vila Tupi Contato: 34723409 Academia Corpo em Forma Rua Irmãos Adornos, 36 Tude Bastos- Praia Grande Fone: (13) 3474-1037
domingo, 22 de julho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Vitamina E para que serve?
Vitamina E
Sinónimos
O termo vitamina E cobre oito compostos encontrados na natureza. Quatro deles são chamados tocoferóis e quatro são tocotrienóis, sendo identificados pelos prefixos a-, b-, g- e d. O alfa-tocoferol é o mais comum e o mais activo biologicamente destas formas de ocorrência natural de vitamina E.
O nome tocoferol deriva da palavra grega tocos, que significa nascimento, e pherein, que significa transportar. O nome foi dado para ressaltar o seu papel essencial na reprodução das várias espécies animais. O –ol final identifica a substância como sendo um álcool.
Principais fontes na natureza
O óleos vegetais (amendoim, soja, palma, milho, cártamo, girassol, etc.) e o gérmen de trigo são as fontes mais importante de vitamina E. Fontes secundárias são as nozes, a sementes, grãos inteiros, e os vegetais de folhas verdes. Alguns alimentos básicos, como o leite e os ovos, contêm pequenas quantidades de a-tocoferol.
Para além disso, as margarinas e outros alimentos são fortificados com vitamina E.
Estabilidade
A luz, o oxigénio e o calor, factores prejudiciais ocorrentes em longos períodos de armazenagem e processamento de alimentos, diminuem o conteúdo de vitamina E dos alimentos. Em alguns alimentos tal pode decrescer em até 50% apenas após 2 semanas de armazenamento à temperatura ambiente. A fritura destrói, em grande parte a vitamina E nos óleos de fritar.
Principais antagonistas
Quando ingeridos ao mesmo tempo, o ferro reduz a disponibilidade de vitamina E no organismo, sendo isto especialmente crítico no caso de recém-nascidos anémicos.
As necessidades de vitamina E estão relacionadas com a quantidade de ácidos gordos polinsaturados consumidos na dieta. Quanto mais elevada a quantidade de ácidos gordos polinsaturados, maior a quantidade de vitamina E necessária.
Principais sinergistas
A presença de outros anti-oxidantes, tais como a vitamina C e o beta-caroteno, apoiam a acção anti-oxidante e protectora da vitamina E, sendo o mesmo verdade relativamente ao mineral selénio.
Funções
O papel principal da vitamina E é a protecção dos tecidos do corpo de reações que os danifiquem (perioxidação) as quais surgem a partir de muitos processos metabólicos normais e agentes tóxicos exógenos. Especificamente, a vitamina E:
- protege as membranas biológicas, tais como as encontradas nos nervos, músculos e sistema cardiovascular.
- ajuda a prolongar a vida dos eritrócitos (glóbulos vermelhos) e
- ajuda o organismo a utilizar a vitamina A de forma óptima
A vitamina E tem sido utilizada com sucesso na terapia de:
- doenças neuromusculares progressivas nas crianças com disfunções hepáticas ou biliares e em várias de doenças que afectam os bebés prematuros, tais como:
- anemia hemolítica
- hemorragia intraventricular e
- fibroplasia retrolenticular, a qual pode provocar a cegueira.
Existem evidências que indicam que a vitamina E pode ter um papel importante em:
- na caludicação intermitente
- doenças trombóticas
- função imunitária
- prevenção do cancro
- prevenção de doenças cardiovasculares
- protecção das lipoproteínas contra a oxidação
Em estudos em animais, a vitamina E mostrou também ajudar a proteger contra os danos provocados pela poluição ambiental e fumo de cigarros.
Deficiência marginal
Dado que a depleção das reservas tecidulares de vitamina E leva bastante tempo, não há registo de sintomas de deficiência clínica em adultos saudáveis. No entanto, estudos laboratoriais revelaram mudanças bioquímicas, incluindo um tempo de sobrevivência curto dos glóbulos vermelhos, perdas musculares e produção acrescida do pigmento ceroso (pigmento do envelhecimento) em certos tecidos.
Baixos níveis plasmáticos de vitamina E têm sido associados com diversos tipos de doenças sanguíneas genéticas, incluindo a anemia falciforme, talassemia e deficiência G6PD (uma enzima envolvida no desdobramento dos açúcares).
Deficiência franca
Uma deficiência de vitamina E na dieta alimentar é rara. Os sintomas de deficiência são revelados em pacientes com má absorção de gorduras e em recém-nascidos, particularmente em prematuros.
Investigações recentes mostraram que a deficiência em vitamina E, causada por uma variedade de síndromas de má absorção de gorduras, resulta num tipo raro de doença neuromuscular progressiva em crianças e adultos. Os sintomas incluem uma perda de coordenação e equilíbrio e, em casos graves, a perda da capacidade de andar.
Em bebés prematuros, a deficiência em vitamina E está associada com a anemia hemolítica, hemorragia intraventricular e fibroplasia retrolenticular.
Dose Diária Recomendada (DDR)
A ingestão diária recomendada de vitamina E, varia de acordo com a idade e o sexo e com os critérios aplicados em diferentes países. Nos EUA, a DDR para adultos do sexo masculino é actualmente de 20 mg TE (15 IU), de acordo com o Conselho Nacional de Investigação (1989), mas esta recomendação varia desde os 7,5 IU no Brasil, aos 18 IU na Alemanha Ocidental, por exemplo. As recomendações para as grávidas são tão elevadas como 30 IU em certos países.
Suplementos
A vitamina E está disponível em cápsulas de gelatina mole, comprimidos mastigáveis ou efervescentes ou em ampolas e encontra-se em muitos suplementos multivitamínicos.
Utilização terapêutica e profilática
Existem evidências que a vitamina E é eficaz no tratamento da caludicação intermitente e nos sintomas causados pelos síndromas de má absorção das gorduras.
Os investigadores estão a investigar o papel profiláctico da vitamina E na prevenção de doenças cardiovasculares, na protecção contra agentes de poluição exógenos, bem como no fortalecimento da imunidade dos idosos, e na diminuição do risco de cancro e de cataratas.
Segurança
Ensaios clínicos, que utilizaram até 200 vezes a dose de ingestão recomendada pelos EUA para adultos, não mostraram provas consistentes de efeitos adversos da vitamina E. Quando presentes ocasionalmente, os efeitos colaterais desaparecem quando é descontinuada a dose elevada do suplemento. A ingestão elevada de vitamina E pode aumentar o risco de perdas de sangue em pacientes tratados com terapia anticoagulante. Os pacientes tratados com terapia anticoagulante ou naqueles pacientes em espera para cirurgias devem evitar níveis elevados de vitamina E.
Utilização na dermatologia e cosmética
A vitamina E tem sido utilizada topicamente como um agente anti-inflamatório, para realçar a hidratação da pele e para prevenir os danos celulares causados pela luz UV.
Utilização na tecnologia farmacêutica
O tocoferol é utilizado nos produtos farmacêuticos para estabilizar, por exemplo, os componentes aromáticos e os componentes de vitamina A ou provitamina A.
História
A importância da vitamina E nos seres humanos só foi aceite recentemente. Dado que a sua deficiência não se manifesta numa doença de deficiência vitamínica generalizada e bem reconhecida, tal como o escorbuto ou o raquitismo, a ciência apenas começou a reconhecer a importância da vitamina E relativamente tarde.
Deficiência de Vitamina A Causa...
A vitamina A é um elemento indispensável para garantir não só a acuidade visual, mas o crescimento adequado e a diferenciação dos tecidos. A carência dessa vitamina pode provocar a xeroftalmia, também chamada de olho seco ou ceratoconjuntivite seca, uma enfermidade que se caracteriza não só por alterações na produção de lágrimas ou na sua composição, como também produz secura da pele, da córnea, das conjuntivas e o aparecimento de pequenas manchas brancas na esclerótica (manchas de Bitot). Nos casos mais graves de xeroftalmia, podem ocorrer ulceração e necrose da córnea.
Entre as causas da avitaminose estão as carências alimentares, a síndrome de má absorção, o uso abusivo de álcool e de laxantes com óleo mineral, uma vez que a vitamina A se dissolve na presença de gorduras.
Sintomas
O primeiro sintoma da deficiência de vitamina A é a cegueira noturna, isto é, a dificuldade de enxergar bem na penumbra. Outros sintomas são alterações na pele, dificuldade de cicatrização e perda do paladar. O agravamento do quadro pode reverter em prejuízo parcial ou total da visão.
Diagnóstico
A deficiência de vitamina A acomete mais as crianças e os idosos, especialmente,
nas regiões mais pobres. O diagnóstico baseia-se nas manifestações clínicas da
avitaminose, especialmente o comprometimento da visão na penumbra.
nas regiões mais pobres. O diagnóstico baseia-se nas manifestações clínicas da
avitaminose, especialmente o comprometimento da visão na penumbra.
Tratamento
Os sinais iniciais da deficiência de vitamina A podem se tratados com doses diárias dessa vitamina durante uma semana. A presença de danos na córnea demanda que as doses sejam corrigidas de acordo com o peso corpóreo do paciente. No entanto, a quantidade de medicamentos deve ser criteriosamente calculada porque, em excesso, eles podem ser tóxicos.
Importante:
Doses de vitamina A são distribuídas em regiões carentes para prevenir a
xeroftalmia e tratar os portadores dos estágios iniciais da doença.
Doses de vitamina A são distribuídas em regiões carentes para prevenir a
xeroftalmia e tratar os portadores dos estágios iniciais da doença.
Recomendações
* Lembre-se de que alimentação saudável e equilibrada é essencial para a saúde e equilíbrio do organismo. Portanto, inclua na sua dieta alimentos ricos em vitamina A. Para ficar mais fácil saber quais são, é só pensar que muitos deles são alaranjados ou vermelhos (cenoura, abóbora, pimentão vermelho e amarelo, pêssegos, mamão, manga, etc.) ou verde escuro ( brócolis, espinafre, escarola, salsa, etc.). Leite, laticínios e gema de ovo também são fontes importantes dessa vitamina.
* Proteja seus olhos, sempre que possível, contra a agressão de agentes externos, como poeira, vento, ar condicionado, poluição. Colocar, nos dias muito secos, uma vasilha com água nos ambientes em que permanecer por mais tempo, para ajudar a umidificá-los também é uma forma de preservá-los saudáveis.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Alimentos Ricos em Ferro
Quando se fala em ferro, a associação mais comum é pensar em carne vermelha e em fígado mas a verdade é que existem muitos produtos de origem vegetal ricos em ferro. Já o ovo e o leite são erradamente considerados fontes importantes de ferro, apesar de existirem actualmente leites enriquecidos com este metal.
Assim, o ferro está presente nos alimentos em duas formas, o ferro heme e o ferro não-heme. A principal diferença entre estes dois tipos de ferro, está na forma como cada um deles é absorvido. O ferro heme existe principalmente nos produtos de origem animal, e é absorvido em cerca de 15 a 35%, enquanto o ferro não-heme, presente nos alimentos de origem vegetal, é absorvido de forma diferente, numa proporção de cerca de 2 a 20%. A maior ou menor absorção do ferro não-heme depende, em parte, da presença de outros alimentos na mesma refeição. Os componentes da refeição podem ter um efeito, tanto no aumento quanto na diminuição da absorção do ferro não-heme.
Alimentos ricos em ferro:
De origem animal:
· Carnes vermelhas, principalmente fígado de qualquer animal e outras vísceras (miúdos), como rim e coração
· Carnes de aves e peixe
· Mariscos crus
De origem vegetal:
· Vegetais verde-escuros: agrião, couve, salsa
· Leguminosas: feijão, fava, grão-de-bico, ervilha, lentilha
· Grãos integrais ou enriquecidos
· Nozes, amêndoas, castanha de caju
Factores que influenciam a absorção de ferro na dieta:
· Estado de saúde do indivíduo – indivíduos com cirrose hepática não tem capacidade de controlar a captação de ferro.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Calcio na Alimentação
O cálcio é um mineral indispensável para o bom funcionamento do organismo, porém ele não é produzido pelo mesmo e só pode ser adquirido através da ingestão de alimentos que o contém.
Apesar de proporcionar muitos benefícios ao ser humano, o uso exagerado do cálcio pode não fazer bem à saúde. "Qualquer mineral em excesso pode ser prejudicial. Cálculos renais, por exemplo, podem ser ocasionados pelo excesso de cálcio".
O cálcio deve ser consumido diariamente e desde o nascimento. O consumo correto do mineral contribui na prevenção da osteoporose, doença caracterizada pela diminuição da massa óssea.
Cerca de 99% do cálcio encontra-se presente nos dentes e ossos e 1% está no sangue.
As principais fontes de cálcio estão presentes no leite e seus derivados (queijo, manteiga, iogurte, etc) e nos vegetais de folhagem verde-escura.
Para quem não sabe, o mineral também pode ser encontrado no leite de soja, só que em menor proporção. "A quantidade de cálcio no leite de vaca e derivados é superior a do leite de soja, assim como a biodisponibilidade (capacidade de absorção do mineral)". Os leites de outros animais são equivalentes ao leite de vaca. Fatores que podem alterar a absorção do nutriente: a Vitamina D, a acidez estomacal e a ingestão de frutas cítricas", completou.
Por ser um elemento químico fundamental que ajuda a equilibrar o organismo, é preciso ingerir uma dosagem diária recomendada e isso dependerá da faixa etária e do desenvolvimento do indivíduo. Na dúvida, o ideal é procurar um especialista.
Confira a seguir a dose de cálcio necessária para cada fase da vida:
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Alimentação Infantil
Ao nascer, o principal alimento de que a
criança necessita é o leite materno, não sendo necessário nenhum outro tipo de
alimento (como chás, sucos, água, ou outro tipo de leite), nos seis primeiros
meses de vida. O leite materno é um alimento muito importante para a criança,
pois aumenta o laço afetivo entre mãe e bebê, auxilia na formação do sistema
nervoso da criança, além de trazer inúmeros outros benefícios.
A partir dos seis meses de idade, a amamentação já pode ser complementada
com outros alimentos, que vão sendo inseridos na dieta da criança
gradativamente. É nesse período que a mãe deve começar a estimular seu filho a
manter uma alimentação balanceada, consumindo alimentos saudáveis como frutas,
verduras e legumes e evitando alimentos como enlatados, frituras,
refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas.
Quando começam a frequentar a escola, as crianças descobrem outros
alimentos e isso pode causar algumas mudanças nos seus padrões alimentares, por
isso é muito importante que pais e educadores façam um trabalho de educação nutricional
com essas crianças. Hábitos alimentares errôneos nessa faixa etária podem
conduzir a problemas nutricionais em curto prazo, tais como comprometimento do crescimento
e do desenvolvimento na infância, bem como facilitar o aparecimento de doenças
não transmissíveis na fase adulta, como, por exemplo: hipertensão arterial
sistêmica, diabetes mellitus tipo II, câncer, entre outras.
Para muitos especialistas, a rotina corrida
dos pais é um dos principais motivos da má alimentação e consequente sobrepeso
dos filhos, pois nessa correria cotidiana os pais oferecem alimentos
industrializados mais fáceis de serem feitos e acabam transformando isso em um
hábito. Para muitos pais, o mais importante é saciar a fome dos filhos, sem se
preocuparem se a alimentação deles está ou não comprometendo o futuro de sua saúde.
É extremamente importante que os pais deem o exemplo, e também mantenham
hábitos saudáveis, já que são eles que determinam o que se consome dentro e
fora de casa.
Com o objetivo de prevenir doenças crônicas (como hipertensão e diabetes)
e orientar a comunidade escolar a promover a saúde dos alunos, o Ministério da
Saúde está intensificando ações de promoção à saúde, prevenção e controle da
obesidade com alunos de 5 a 19 anos, que estudam em escolas públicas do país.
Em função de a escola ser um ambiente fundamental para a formação de hábitos
alimentares saudáveis, pais, educadores e outros integrantes da comunidade
escolar serão informados quanto à inclusão da educação alimentar na grade
curricular e orientados para que ofereçam uma alimentação mais saudável aos
seus filhos, principalmente no que se refere ao lanche escolar. As cantinas das
escolas também serão alvo da ação do Ministério da Saúde, pois, como afirma
Patrícia Jaime, coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da
Saúde, “há comércio de alimentos ricos em açúcar, sódio e gorduras, como
refrigerantes, refrescos, salgados e salgadinhos; e há pouca oferta de
alternativas saudáveis, como frutas e sucos naturais”.
Com essa ação, o Ministério da Saúde pretende conscientizar todos os
membros da comunidade escolar para os perigos da obesidade infantil, visando a
redução dos altos índices de crianças e jovens que se encontram acima do peso,
prevenindo, assim, as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), como câncer,
diabetes, doenças do aparelho circulatório e respiratórias crônicas.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Nutrição, massa magra e massa gorda
As pessoas praticam exercícios e atividade física por diversos
motivos. Estética e desempenho são os principais deles. Os
nutricionistas e educadores físicos frisam e trabalham a questão da
importância do ganho de massa magra e perda de massa gorda tanto para a
prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (doenças metabólicas,
hipertensão, doenças cardiovasculares, doenças osteoarticulares e
outras). Entretanto, as pessoas precisam entender como o controle
metabólico leva ao aumento da massa magra e à redução da massa gorda.
Esse é o objetivo do presente artigo, esclarecer o tema de forma clara e
simples.
Primeiramente, vamos discutir um pouco sobre a composição corporal.
As técnicas usadas para medir a composição corporal nas academias e
clínicas levam, geralmente, em consideração a teoria de que o corpo
humano é composto por dois compartimentos básicos: um de gordura e outro
livre de gordura. O compartimento da gordura corresponde à massa gorda
propriamente dita. O compartimento ausente de gordura (todo o resto) é
a massa magra e inclui a massa muscular, a massa óssea, o sangue, a
pele, os órgãos, enfim tudo o que sobrou. Quando falamos em ganho de
massa magra por meio do exercício nos referimos, principalmente, ao
aumento da massa muscular, da massa óssea e do volume sanguíneo –
assim, massa magra não é sinônimo de massa muscular.
Para que o incremento da massa magra aconteça são primordiais dois
fatores: o exercício e a dieta adequada. Por dieta adequada entendamos
tanto nutrientes quanto energia, pois a dieta restrita em calorias nem
sempre proporciona ganho de massa magra e nem perda de massa gorda pelo
fato de ser limitante e comprometer o desempenho do exercício. Na
prática as pessoas treinam e não obtém resultados, aumentam o volume de
treino e continuam estagnados. É nesse momento que a nutrição assume o
papel de “correção” e faz o metabolismo energético se equilibrar.
Como metabolismo energético, podemos entender as reações químicas
dependentes de uma série de nutrientes e que ocorrem no interior das
células, inclusive nas fibras musculares. A própria contração muscular
depende do aporte adequado de cálcio e magnésio para ocorrer de forma
perfeita. A quebra (lipólise) e queima (oxidação) de gorduras – que leva
à redução da massa gorda – dependem do aporte de vários nutrientes na
mitocôndria, que é a organela celular responsável pela oxidação
lipídica. Podemos citar vitaminas como niacina, riboflavina, piridoxina;
minerais como ferro, cálcio e fósforo, por exemplo. Contudo, em termos
metabólicos todas as reações se interligam em algum ponto do mapa
metabólico e a deficiência de um nutriente pode afetar reações químicas
em outras vias metabólicas.
Via de regra, para a síntese e manutenção da massa magra, a
necessidade energética do indivíduo deve ser respeitada, bem como as
recomendações nutricionais dos vários nutrientes existentes. O déficit
energético pode ativar a queima de proteínas em detrimento das gorduras
na mitocôndria na ausência do aporte energético adequado. Um erro
bastante comum é as pessoas acreditarem que os alimentos ricos em
carboidratos devem ser extremamente restritos na dieta para que a perda
de massa gorda ocorra – mas elas desconhecem e desacreditam que uma das
principais funções dos carboidratos é fornecer energia imediata para a
contração muscular (de forma muito mais eficiente em comparação com os
lipídeos), o que promove ganho de massa magra e, em médio e longo
prazo, a perda de massa gorda. Outro erro é acreditarem que para
sintetizar músculo há necessidade de grande ingestão de proteínas – na
verdade, o excesso de proteína é oxidada na mitocôndria, não
direcionada para a síntese muscular.
A norma ouro da Ciência da nutrição é o equilíbrio, ou seja, nem mais
e nem menos em termos de ingestão de nutrientes e calorias – por isso a
suplementação sempre exige cautela dos profissionais nutricionistas.
Assim, faz-se importante a atuação conjunta do nutricionista
e educador físico para o estabelecimento de resultados potencializados.
E também, as pessoas precisam ter em mente que a dieta faz parte de um
estilo de vida, que quando alterado implica em necessidade de
avaliação da alimentação – o nutricionista é o profissional capaz de traçar metas condizentes com objetivos seguros e saudáveis ao estilo de vida de cada indivíduo.
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